Blog sobre o documentário dirigido por Cesar Garcia Lima, produzido pela Modo Operante (Rio de Janeiro). Contemplado pelo ETNODOC, o média-metragem foi realizado entre junho-julho de 2010 no Acre. A saga de seringueiros nordestinos e acreanos vivida entre o sertão, a floresta e a cidade.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Aos parceiros dos soldados
Um abraço,
Cesar Garcia Lima
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Diário de filmagem - sexto dia; making of
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Diário de filmagem - quinto dia
domingo, 21 de novembro de 2010
Caldo de piaba : trilha sonora entre a tradição e a novidade
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Caldo de Piaba: originalidade instrumental que vem do Acre |
http://www.lenhador.com/2010/05/caldo-de-piaba-volume-dois-2010.htmlhttp://www.myspace.com/caldodepiaba
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Diário de filmagem - quarto dia
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A equipe e seu Elias (camisa amarela) em frente à casa de Chico Mendes |
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Diário de filmagem - terceiro dia
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Justino Antônio de Souza e sua família em Plácido de Castro |
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Diário de filmagem - segundo dia
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Segundo dia
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Na ilha de edição
Tito Gomes no comando do final cut |
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Diário de filmagem - Primeiro dia
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Enquanto isso, na Usina de Arte...
Em 25/06, aquecendo os motores para o início das filmagens, Susanna Lira e eu promovemos a palestra "O processo de realização e produção do documentário 'Soldados da Borracha", dirigida principalmente aos alunos do curso de cinema da Usina de Arte, em Rio Branco. (A Usina de Arte é uma antiga fábrica de beneficiamento de castanhas que foi restaurada e transformada em centro cultural para cursos livres, no estilo do Dragão do Mar, em Fortaleza. É uma lindeza!). Como o encontro antecedia as filmagens e foi em um dia de jogo do Brasil (melhor não lembrar dessa parte!), eu não tinha muita expectativa de público. Mas, para minha surpresa, estudantes e outros convidados não só lotaram o cineclube, como fizeram muitas perguntas relevantes.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Lua Cheia de São João
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Equipe
PRODUÇÃO-EXECUTIVA: LUCIANA FREITAS
PRODUÇÃO-EXECUTIVA: SUSANNA LIRA
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: PEDRO FAERSTEIN
SOM: ETIENNE CHAMBOLLE
ASSISTÊNCIA DE FOTOGRAFIA: MICHELLE DIAS
domingo, 4 de julho de 2010
Nós do filme
Hoje, 05 de julho de 2010, será o último dia de filmagens dos "Soldados da Borracha". Mal tive tempo de dormir, muito menos de postar alguma notícia aqui, mas farei uma seleção de "Melhores Momentos". Para começar, digo que tudo foi muito bom e acima das expectativas. Vamos encerrar esses dias com ótimo material e saldo positivo de personagens.
Eis aqui meus companheiros de peripécias pelo Acre:
Pedro Faerstein (camiseta verde): Diretor de Fotografia;
Michelle Dias (camiseta branca): Assistente de Fotografia;
Etienne Chambolle (microfone em punho): Técnico de Som;
Eu, Cesar Garcia Lima (camiseta estampada): Diretor
Susanna Lira (camiseta com texto): Produtora-Executiva.
Para completar a trupe havia Marilda Alves (Produção Acre) e José Decleio (motorista), que escaparam desse clique.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Clipping: Matéria sobre o filme publicada no Jornal Ä Tribuna"do Acre.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Contagem regressiva para as filmagens
Depois de pouco mais de um mês de produção intensiva, conseguimos o importante apoio do Governo do Estado do Acre. Agora começa a contagem regressiva para o início das filmagens em Rio Branco, em 28 de junho. E ainda iremos também a Plácido de Castro e Xapuri. A "expedição" dura até 06 de julho.
No dia 25, a produtora-executiva Susanna Lira e eu faremos a palestra "O processo de criação e produção do documentário Soldados da Borracha" na Usina de Arte, às 19h, em Rio Branco.
A idéia de filmar no período das festas juninas me anima bastante, porque o calor está um pouco mais ameno, além do clima festivo dos arraiais, com boa comida e quadrilhas.
Na foto 3X4, um dos nordestinos que foi para o Acre durante a Segunda Guerra. Mas muitos outros já trabalhavam na Amazônia nessa época e o filme vai mostrar o que foi feito dos sonhos de vários deles.
terça-feira, 4 de maio de 2010
De volta à cidade ruidosa

De volta ao Rio de Janeiro desde domingo, os ruídos me assaltam. Assaltam mesmo, porque tiram minha paz: buzinas, celulares, pessoas que passam na rua discutindo o futuro sem prestar atenção no presente. Definitivamente conectado às mazelas urbanas, o Acre ainda guarda espaço para algum silêncio, mesmo que duramente cultivado. Inevitável lembrar dos versos de Drummond no poema "Explicação": "No elevador penso na roça,/ na roça penso no elevador."
Em meu cotidiano pouco previsível, começo a desenhar a agenda das filmagens em Rio Branco no final de junho. Estou me sentindo um pouco como um soldado da borracha chegado recentemente do Nordeste diante da escuridão do seringal e do rugido das onças: curioso e atento. É preciso seguir em frente e fazer o sonho caber no orçamento, que precisa de mais apoio.
Aliás, os soldados da borracha de carne e osso são um bom exemplo para isso: passaram 44 anos sem nenhum benefício de aposentadoria e não desanimaram. Ainda esta semana, um grupo deles planeja ir à Brasília para pedir reajuste da aposentadoria e 13º salário, que não têm até hoje. Segue uma foto de uma estátua de um migrante no mercado central de Rio Branco, diante da passarela para o Segundo Distrito. É uma espécie de síntese dessa passagem da tradição para o moderno e desse momento em que os soldados, sim, continuam a marchar.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
O rei caboclo e o amansador de índios
João Alves da Cruz e Justino Antônio de Souza formam uma dupla inusitada, com quem estive na tarde passada em Plácido de Castro. João, moreno e de fala apaziguada, parece um rei caboclo, sem afobação. Justino, 82 anos, cearense, alto e branco, ainda guarda o ímpeto que fez dele líder e amansador de índios, a pedido do patrão seringalista.
João, 83 anos, nascido no Pará, foi seringueiro perto do Rio Tapajós, a serviço de norte-americanos, durante a Segunda Guerra, me fazendo pensar que ainda há muita coisa a ser melhor esclarecida sobre esse período na Amazônia.
Justino lembra com orgulho ter escapado de ir para a guerra durante exercícios para as tropas em Fortaleza. Lá, segundo ele, os governos norte-americano e brasileiro convocaram 66 mil brasileiros para lutar na Amazônia: "Por causa da falta de borracha para fazer bomba, os americanos estavam perdendo a guerra".
De uma maneira ou de outra, todos os soldados da borracha com quem converso me perguntam sobre a questão do reajuste da aposentadoria. Sem querer frustá-los, lembro a eles que a maior fortuna que têm é a história que (ainda) podem contar.
Língua solta
Encontrei José Alves Costa no balcão de seu bar na beira da rua, em Plácido de Castro. Aos 86 anos, sem camisa, ele não parece ter se esquecido de nada do que passou como soldado da borracha. Desfia as histórias sobre a perseguição do submarino alemão ao navio em que vinha para o Acre como se tivesse acontecido ontem. Diz que tirava de 30 a 35 latas de leite (látex) por dia. E, dedos em riste, não acredita que a aposentadoria (dois salários-mínimos, sem décimo-terceiro) vá ser equiparada a dos pracinhas (sete salários). Quando pergunto sobre os bichos da mata nos tempos em que viveu no seringal, abre o verbo: "Onça não faz medo, faz medo é cobra e cabra ruim". Digamos que seu José sabe se defender.
De volta a Plácido de Castro
Quando comecei a pesquisar a trajetória dos soldados da borracha, entre 2002 e 2003, um dos primeiros locais que visitei foi Plácido de Castro, cidadezinha a pouco mais de cem quilômetros de Rio Branco. Fica em uma das fronteiras acreanas com a Bolívia, onde se pode comprar importados por baxo preço. Foi lá que conheci o pessoal do Sisbex, antigo sindicato dos soldados da borracha, atualmente desativado. Dizem que tudo ficou parado depois da morte de Zé Pretinho (José Otávio do Nascimento), em 2004. É ele que canta o "Vamos partir/ vamos partir/ para o Amazonas" no teaser do post abaixo, uma espécie de hino cantado pelos soldados da borracha nos navios que saíam do Nordeste para a Amazônia.
Ao voltar a Plácido de Castro, me senti na obrigação de mostrar as imagens de Zé Pretinho para a viúva dele, Maria de Lourdes, para ela não se assustar ao ver o marido cantando no teaser, que já está circulando por aí. Dona Maria de Lourdes, que aparece na foto, ficou muito surpresa e agradecida ao assistir às imagens no notebook empoeirado e foi logo abrindo os poucos papéis do marido: uma carta datilografada em que ele resume sua história de soldado da borracha desde a saída da Bahia, um anel e um folheto de promoção da Seleções do Reader's Digest prometendo uma pequena fortuna, que ela acredita ser recebida em breve. Ao lado, a filha, cega de nascença e com problemas mentais, parecia alheia a toda esperança. No quintal, os gansos vigiavam a entrada. Mas parece que já não há muito para elas perderem.
Na esquina, pelo menos, mora o outro filho, Davi, dono de uma padaria,que me faz supor que o pão de cada dia está garantido.
terça-feira, 27 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Um forró no Aeroporto Velho
Sempre achei que esse filme devia ter forró, porque nada mais nordestino do que isso. Pois bem: depois de uma visita não programada a uma espécie de centro cultural para a terceira (melhor?) idade, no bairro do Aeroporto Velho, aqui em Rio Branco, descobri um forró com jeito de matinê de sábado à tarde que é o paraíso dos soldados da borracha. Cheguei lá um pouco cansado dos 40 e muitos graus do dia, mas dona Socorro, a coordenadora do lugar, logo me indicou dois soldados e fez a promessa de arrumar outros. Cumpriu a promessa: me arrumou uma mesinha e cadeiras no quintal e me vi cercado de soldados da borracha, viúvas de soldados, com personagens que merecem não um, mas muitos filmes. Segue aí um trechinho muito fajuto que eu gravei improvisadamente, mas já dá para ter uma idéia do arrasta-pé. Acho que já sei como vou incluir o forró na fita...
quinta-feira, 22 de abril de 2010
No Quinze, perto da Gameleira
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Soldados da Borracha é contemplado no ETNODOC
O filme, que será rodado em breve em Rio Branco, Xapuri e Plácido de Castro, no Acre, narra a trajetória dos nordestinos convocados pelo governo de Getúlio Vargas para extrair borracha na Amazônia para ajudar os Aliados. “Darei destaque à história desses personagens no Acre, que foi o principal destino de todos eles, e onde a consciência ecológica se desenvolveu com maior entusiasmo a partir dos ideais de Chico Mendes”, explica do diretor Cesar Garcia Lima, que vive no Rio de Janeiro e pesquisa o tema há mais de oito anos. Jornalista e poeta, Cesar atua como professor convidado do curso de Especialização em Jornalismo Cultural da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), onde também cursa o doutorado em Literatura Comparada. Até o final deste mês de abril, Cesar irá ao Acre para definir locações e fazer as primeiras entrevistas com os personagens do filme.